* * Bem Vindos * *

17 dezembro 2010

Ornitorrinco e seu veneno

Ontem eu li uma matéria no site da Sciam Brasil, falando sobre um estudo que foi feito sobre o veneno do ornitorrinco.

Foi descoberto mais de 80 toxinas diferentes no veneno produzido pelos machos em época reprodutiva, para ser usado provavelmente como mecanismo de defesa contra outros machos.

O estudo foi feito através de transcrições de RNA mensageiro seqüenciadas (biologia molecular pura!) da glândula de veneno do animal. Os pesquisadores identificaram 83 genes em 13 famílias diferentes de toxinas, ligada a efeitos como inflamação, danos nos nervos, contração muscular e coagulação sanguínea. Por exemplo: os ornitorrincos produzem 26 tipos diferentes de enzimas, também encontradas no veneno da maioria das serpentes, e outros genes do veneno se assemelham a uma neurotoxina produzida por aranhas. Ainda estão sendo feitos testes para descobrir outros componentes e para saber o que cada componente do veneno pode causar.

Foi relatado também um caso em que o animal inoculou veneno em um homem e que segundo ele, a dor era muito forte a ponto de ter alucinações e, mesmo após quatro meses, seu dedo ainda doía e nem a morfina aliviava a dor.

Fonte: Scientific American Brasil


Um pouco mais sobre o ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus)

Eles descendem de uma linhagem de mamíferos que há mais de 150 milhões de anos se desvinculou das demais e permaneceu com algumas das características dos répteis ancestrais dos primeiros mamíferos e, devido à grande capacidade adaptativa, vivem até os dias de hoje. Pertencem à ordem Monotremata.


Estudos sobre seu genoma, apontam que esse animal é uma mistura de pássaro, réptil e mamífero por apresentar características desses grupos.



Com bico córneo, que lembra o do pato, e cauda achatada, o ornitorrinco é encontrado junto aos cursos de água do continente australiano e da ilha da Tasmânia. Adapta-se à vida aquática e terrestre, tem o hábito de cavar túneis em barrancos de rios e se alimenta principalmente de invertebrados aquáticos. Os adultos não tem dentes.

O ornitorrinco nada com olhos, ouvidos e narinas fechados, guiando-se graças a receptores sensoriais em seu bico para detectar os campos elétricos emitidos por suas presas.

Seu tamanho varia de 45 a 50 cm, incluindo a cauda de 15 cm, em forma de remo, que ajuda o animal a nadar.

Entre outras particularidades, a fêmea possui glândulas mamárias sem mamilos e não tem útero, nem vagina. A fêmea poe de um a três ovos por gestação (entre 12 e 20 dias), com cerca de 2 cm. A incubação dura cerca de 10 dias. Quando os ovos se abrem, a fêmea usa a cauda para manter os filhotes junto ao seu corpo e, então, amamentá-los. Os filhotes nascem com cerca de 2,5 cm, não têm pêlos e lambem o leite secretado pelas glândulas espalhadas no abdome. Permanecem no ninho durante vários meses.

Bebê ornitorrinco

O macho possui um esporão semelhante ao do galo no calcanhar, que é ligado a uma glândula de veneno.

Esporao na pata

Um comentário: