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15 junho 2011

Pássaros canoros podem inibir sono

Eles fazem isso durante a época de migraçao. Copiei na íntegra a notícia no site da Sciam Brasil. Achei bem legal.

As aves migratórias precisam viajar grandes distâncias, já que trocam seus lares durante as estações mais frias. Voando para um local com a temperatura mais quente (primavera-verão), esses animais conseguem estar sempre em ambientes onde o alimento é abundante.

No Brasil, são conhecidas 163 espécies de aves migratórias. Elas migram do hemisfério norte – Canadá e Alasca – onde se reproduzem, e vêm ao Brasil em busca de descanso e alimento.

Pássaros canoros fazem uma façanha ainda mais impressionante, viajando principalmente à noite, ainda conseguem permanecer ativos durante o dia, diminuindo oportunidades para descansar. A pesquisa publicada recentemente na revista PLoS Biology indica que durante a temporada de migração, essas aves conseguem sobreviver dormindo muito pouco sem efeitos colaterais, muitas vezes observados em outros animais privados de sono.

Na natureza, pardais-de-coroa-branca viajam cerca de 4.300 km entre o Alasca e a Califórnia duas vezes por ano. Ruth Benca da University of Wisconsin, em Madison, e seus colegas estudaram durante um ano animais em cativeiro, seguindo seus padrões de sono e movimentos. Durante a temporada de migração, as aves presas em gaiolas ficaram inquietas saltando muito e batendo suas asas. Além disso, os pardais dormiam apenas 1/3 do que de costume. À noite, enquanto os seus homólogos de vida livre estavam voando, os animais em cativeiro ficavam totalmente acordados tentando voar. Isso sugere que os pássaros não ficam sonâmbulos durante as migrações.

Os pesquisadores determinaram que a falta de sono durante as migrações, não afeta negativamente as aves. Esses animais alados têm capacidade de reduzir horas de sono especialmente durante a migração sem déficits em suas funções cognitivas. Como essas aves conseguem isso ainda permanece obscuro para a ciência.

17 maio 2011

O passarinho do relógio

Sabe aquele relógio de parede de antigamente, que a cada hora saia um passarinho da portinha cantando "cucoo, cucoo"?

Entao...

Esse cara pertence à ordem dos Cuculiformes e da família Cuculidae. A espécie mais conhecida é a Cuculus canorus. Lembra o gaviao pela forma de voar e pela plumagem. Podem ter 60 cm de envergadura, até 34 cm de comprimento e pesar cerca de 100g.

Possui dimorfismo sexual, ou seja, macho e fêmea são diferentes, neste caso, quanto sua coloração.




macho e fêmea (créditos da foto ninha.bio.br)



Podem ser encontrados na Europa e alguns pontos da África.

O grupo possui uma característica, o parasitismo (existem espécies nao parasitas). A fêmea vigia um casal de pássaros e quando o pássaro deixa o ninho por alguns instantes, a fêmea do cuco aproveita para retirar um dos ovos e colocar um dos seus no lugar. A mae adotiva nao percebe que o ovo nao é seu por ter quase o mesmo tamanho e cor. O filhote do cuco nasce primeiro, depois de 12 dias de incubaçao. Após algum tmepo começa a jogar seus irmaos pra fora do ninho ou os ovos e passa a ter toda a atençao da mae.

Uma outra espécie de cuco, o cuco rabilongo, nao joga seus irmaos pra fora. Os filhotes do cuco rabilongo apresentam uma mucosa de cor forte no interior dos bicos, o que naturalmente chama mais a atençao da mae adotiva e por consequência, sao mais alimentados do que os demais filhotes que acabam morrendo de fome e abandono.

Basicamente, os cucos se alimentam de pequenos invertebrados. Adoram larvas e lagartas. Ocasionalmente comem frutos e sementes.

Agora vem a pergunta: por que o cuco foi parar dentro do relógio?
Existe uma lenda (e que por sinal nao acho que combine muito com o cuco, mas...lenda é lenda rs) e que pode ser lida nesse site junto com a história do relógio.


Quer ver mais fotos do cuco?